Internet de alta capacidade durante a Copa.
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Os torcedores que assistirem à Copa de 2014 no Brasil não terão problemas para usar a Internet nos estádios, mas talvez prefiram utilizar um chip de celular de uma operadora local para reduzir os custos, disse na quinta-feira o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.
Cada um dos 12 estádios da Copa terá duas redes de 50 gigabytes cada uma, todas ligadas a uma rede de fibra ótica, disse o ministro a jornalistas. “Duvido que os estádios utilizem um terço da capacidade que estamos instalando”, afirmou.
“Nem mesmo o senhor Jerome Valcke vai usar toda essa capacidade, embora ele até pudesse se fizesse muitas declarações explosivas”, cutucou o ministro, em alusão ao secretário-geral da Fifa, que no ano passou recomendou um “chute no traseiro” das autoridades brasileiras por causa da lentidão nos preparativos para o torneio.
Embora as relações de Valcke com o governo tenham melhorado depois disso, a Fifa continua preocupada com atrasos nas obras dos estádios e com insuficiências em hotéis, transportes e comunicações.
Dois dos seis estádios a serem usados na Copa das Confederações – evento teste que começa em 15 de junho, em Brasília – ainda não foram inaugurados. Há expectativa de que o Brasil receba mais meio milhão de visitantes para a Copa de 2014. Muitos deles vão querer enviar emails ou postar fotos em redes sociais, o que pode congestionar as redes móveis locais.
Nas últimas semanas, as operadoras de telefonia móvel brasileiras inauguraram as primeiras redes de telefonia celular de quarta geração (4G) e o serviço estará disponível nos estádios e nas cidades-sedes da Copa das Confederações.
Mas muitos torcedores estrangeiros não terá como usá-la, porque grande parte dos smartphones dos EUA e de parte da Europa geralmente funcionam em radiofrequências como a de 700 megahertz, ao passo que o 4G brasileiro opera em 2,5 GHz.
“Quem tiver um celular de 700 MHz não poderá usar o 4G, terá de usar o 3G”, disse Bernardo. O ministro recomendou que os fãs evitem as altas tarifas de roaming internacional, comprando chips de operadoras brasileiras assim que desembarcarem no Brasil.
O número de usuários do 3G no Brasil cresceu “explosivamente” desde seu lançamento, em 2008, chegando a quase 70 milhões, e até o final de 2014 a expectativa é de 130 milhões de usuários, segundo Bernardo.

Fonte: www.tecnologia.terra.com.br