Dicas de SEO para sites novos
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Murillo Rennó

Especialista em Marketing, Websites e Comunicação

7 dicas de SEO para começar a otimizar um site novo

Você acabou de criar um site novo para sua empresa. Ele está publicado, funciona bem e apresenta seus produtos ou serviços, mas isso não significa que as visitas vindas do Google começarão a chegar automaticamente.

Para quem está começando, o SEO pode parecer uma sequência interminável de configurações. Na prática, algumas ações iniciais têm um peso muito maior: entender o que seu público pesquisa, melhorar as páginas que já existem, organizar o conteúdo, facilitar a navegação e começar a observar os dados que o próprio Google fornece.

Se o projeto ainda estiver em desenvolvimento ou prestes a entrar no ar, comece pelo nosso conteúdo sobre SEO para sites novos, porque ali explicamos o planejamento antes e depois da publicação. Aqui vamos partir de outra situação: o site já existe e você quer começar a otimizá-lo.

SEO on-page, off-page e técnico: onde cada trabalho acontece?

SEO, ou Otimização para Motores de Busca, reúne diferentes áreas que trabalham em conjunto. A divisão entre SEO on-page, off-page e técnico ajuda a entender onde cada otimização acontece, embora uma estratégia real dificilmente funcione com essas áreas completamente separadas.

  • SEO on-page: envolve aquilo que pode ser trabalhado nas próprias páginas, como conteúdo, titles, headings, URLs, imagens, intenção de busca e links internos. É onde analisamos se uma página realmente responde ao que alguém pesquisou.
  • SEO off-page: trabalha sinais que surgem fora do próprio domínio, principalmente referências à empresa e backlinks provenientes de outros sites. Aqui, qualidade, relevância e contexto importam mais do que simplesmente acumular links.
  • SEO técnico: verifica se a estrutura permite que mecanismos de busca encontrem, rastreiem, renderizem e processem o conteúdo adequadamente. Uma auditoria de SEO técnico pode envolver indexação, códigos de resposta, canonical, sitemap, robots.txt, desempenho, dados estruturados e outros elementos.

Para um site novo, entender essa divisão é útil porque uma área não compensa completamente problemas existentes nas outras. Um ótimo conteúdo pode ter dificuldades se páginas importantes estiverem bloqueadas para indexação. Um site tecnicamente impecável, por outro lado, não conquista relevância simplesmente porque seu sitemap está correto.

Quais são as 7 primeiras otimizações que vale fazer?

As ações abaixo foram escolhidas para quem já possui um site publicado e quer começar a melhorar sua presença orgânica sem transformar SEO em uma coleção de dezenas de tarefas desconectadas.

1. Pesquise as palavras-chave que realmente interessam ao negócio

Antes de alterar textos e títulos, descubra como as pessoas pesquisam aquilo que sua empresa oferece. Uma boa pesquisa de palavras-chave ajuda a encontrar termos, variações, perguntas e diferentes intenções relacionadas aos seus produtos ou serviços.

Ferramentas como Google Keyword Planner, Ahrefs e Semrush ajudam nessa investigação, mas volume de pesquisa não deveria decidir sozinho quais palavras serão trabalhadas.

Imagine uma empresa que presta um serviço bastante específico. Uma palavra com 10 mil pesquisas mensais pode atrair pessoas muito distantes de uma contratação, enquanto outra com algumas centenas de buscas pode representar alguém procurando exatamente aquela solução.

Na Webby, esse é um dos pontos que observamos antes de definir uma estratégia: tráfego potencial precisa ser confrontado com intenção, aderência ao negócio e possibilidade real de gerar oportunidades. Volume sem contexto pode produzir um gráfico bonito e poucos contatos.

Por isso, além do número de buscas, observe intenção, concorrência, especificidade e o tipo de resultado que o Google apresenta. Se quiser aprofundar essa etapa, veja como planejar palavras-chave antes de decidir quais páginas serão otimizadas.

E evite concentrar tudo na home. Se serviços diferentes possuem intenções próprias, páginas específicas podem responder melhor a cada pesquisa e ampliar a quantidade de oportunidades orgânicas do domínio.

2. Melhore primeiro o conteúdo das páginas que já existem

Antes de pensar em publicar dezenas de artigos, abra as páginas mais importantes do site e leia como alguém que acabou de conhecer sua empresa.

A página explica claramente o serviço? Mostra para quem ele serve? Responde às dúvidas mais importantes? Apresenta aplicações, características, diferenças ou informações necessárias antes de uma contratação? O visitante entende qual deve ser o próximo passo?

Conteúdo útil não é sinônimo de conteúdo longo. Uma página relativamente curta que responde com precisão ao que o cliente precisa saber pode ser muito mais útil do que milhares de palavras preenchidas com definições genéricas.

O próprio Google orienta a produção de conteúdo útil e confiável pensado prioritariamente para pessoas. Também não existe uma quantidade mágica de palavras que uma página precise atingir para conseguir boas posições.

Palavras-chave podem aparecer naturalmente onde ajudam a descrever o assunto. Repetir a mesma expressão artificialmente ao longo do texto, prática conhecida como keyword stuffing, não torna a informação mais completa e ainda prejudica a leitura.

Também vale observar se vários serviços importantes foram comprimidos em uma única página genérica. Em muitos projetos analisados pela Webby, a oportunidade não está em acrescentar mais cinco parágrafos à página existente, mas em perceber que um serviço relevante merece conteúdo e URL próprios. Essa relação entre páginas, hierarquia e temas faz parte da arquitetura para SEO.

É a mesma lógica discutida em nossos conteúdos sobre qualidade de conteúdo e sobre como um site otimizado pode gerar resultados: a página precisa cumprir uma função real dentro da jornada de quem chegou até ela.

3. Revise titles e meta descriptions das páginas importantes

O title ajuda usuários e mecanismos de busca a identificar o assunto da página e pode ser utilizado pelo Google na formação do título exibido nos resultados. A meta description, por sua vez, pode contribuir para o snippet apresentado abaixo dele.

Mas existe uma diferença importante em relação a muitas recomendações antigas de SEO: não há uma regra absoluta de 60 caracteres para title e 155 para meta description. A apresentação depende do espaço disponível, do dispositivo e da própria forma como o Google constrói o resultado para determinada pesquisa.

Em vez de cortar uma boa informação apenas para obedecer a um número, trabalhe com clareza. O title deve distinguir aquela URL das demais e explicar seu assunto. A descrição pode complementar essa informação e oferecer ao usuário um motivo coerente para visitar a página.

Também evite repetir o mesmo title em dezenas de URLs. Uma página dedicada a um serviço específico precisa conseguir se apresentar como uma página sobre aquele serviço, e não como mais uma cópia do título da home.

4. Organize headings e crie links internos que ajudem a navegação

H1, H2 e H3 ajudam a organizar a informação, principalmente em páginas mais extensas. O H1 normalmente identifica o assunto principal, enquanto H2 e H3 criam níveis de organização quando essa hierarquia realmente existe.

Não é necessário transformar cada subtítulo em uma variação artificial da palavra-chave. Se o heading ajuda uma pessoa a percorrer o conteúdo e entender rapidamente o que será explicado naquela parte, ele já está cumprindo uma função importante.

Os links internos merecem atenção semelhante. Quando uma página menciona um serviço, conceito ou dúvida que já possui uma explicação mais completa em outra URL, o link pode continuar naturalmente aquele raciocínio. É diferente de adicionar uma lista de links apenas porque existem outros posts no blog.

Isso também ajuda mecanismos de busca a descobrir páginas e interpretar relações entre os conteúdos. Em um site novo, essa organização é particularmente importante porque páginas de serviços, categorias e conteúdos ainda estão começando a formar sua malha interna.

Uma página importante sobre SEO, por exemplo, pode se conectar naturalmente a assuntos como fatores de ranqueamento, pesquisa de palavras-chave, conteúdo, performance ou backlinks conforme esses temas aparecem no texto. A âncora deve explicar o destino sem precisar carregar o título inteiro do outro artigo.

5. Otimize as imagens sem transformar o alt text em campo de palavra-chave

Imagens ajudam a explicar, demonstrar produtos e tornar uma página visualmente mais interessante, mas também podem adicionar vários megabytes ao carregamento quando são publicadas diretamente no tamanho original.

Antes do upload, avalie dimensões, formato, compressão e peso do arquivo. Em páginas com muitas fotografias, pequenas economias em cada arquivo podem representar uma diferença relevante no conjunto.

O atributo alt possui outra função. Ele fornece uma alternativa textual adequada quando a imagem precisa ser descrita, inclusive para tecnologias assistivas. Se a imagem transmite informação importante, o texto alternativo deve explicar aquilo que ela representa de maneira contextual.

Isso é bastante diferente de repetir a palavra-chave da página em todos os atributos alt.

Nomes de arquivos compreensíveis também ajudam na organização e fornecem contexto. Já imagens puramente decorativas não precisam ser transformadas artificialmente em oportunidades de SEO.

Se o carregamento continuar ruim depois de otimizar as imagens, investigue outras causas. Scripts, plugins, fontes, hospedagem e recursos externos estão entre os fatores que podem deixar um site lento.

6. Teste o site no celular e acompanhe o desempenho real

Um site responsivo adapta sua apresentação a diferentes tamanhos de tela, mas uma boa experiência mobile envolve muito mais do que fazer o layout caber no smartphone.

Teste menus, formulários, botões, tamanho das fontes, banners, pop-ups e principalmente aquilo que o visitante precisa fazer para entrar em contato. Um formulário pode ser tecnicamente responsivo e continuar péssimo de preencher. Um botão pode aparecer na tela e ainda ser difícil de tocar.

Desempenho entra nessa análise. Os Core Web Vitals ajudam a avaliar aspectos relacionados a carregamento, capacidade de resposta e estabilidade visual, mas uma nota de PageSpeed isolada não resume a qualidade de uma página.

Em projetos WordPress, também vemos com frequência tentativas de corrigir lentidão instalando mais um plugin de otimização sobre uma estrutura que já possui plugins demais. Dependendo da causa, isso pode apenas acrescentar outra camada ao problema. Entender a performance no WordPress exige olhar para o conjunto.

Experiência e desempenho ainda influenciam o resultado comercial. Conseguir uma visita orgânica e fazer essa pessoa esperar, procurar informações ou lutar contra a interface é desperdiçar parte do trabalho realizado para atraí-la.

7. Configure o Search Console e pare de decidir tudo no escuro

Depois que o site está publicado, uma das ferramentas mais úteis para entender o que está acontecendo é o Google Search Console.

Ele permite acompanhar consultas, páginas, impressões, cliques, CTR, posição média e informações relacionadas à indexação. Para um site novo, esses dados começam a revelar algo que nenhuma ferramenta externa consegue reproduzir exatamente: como aquele domínio está aparecendo de fato na Pesquisa Google.

Uma página pode começar a receber impressões para termos que não estavam no planejamento inicial. Outra pode aparecer bastante e receber poucos cliques. Também pode existir uma página comercial importante que ainda nem entrou no índice.

São problemas diferentes e, portanto, exigem decisões diferentes.

O Search Console também permite inspecionar URLs e solicitar rastreamento, mas solicitar indexação não funciona como um botão para conquistar posições. Se o site acabou de entrar no ar, nosso conteúdo sobre tempo para aparecer no Google explica melhor a diferença entre descoberta, indexação e posicionamento.

Depois dessas 7 dicas, o próprio site começa a mostrar o próximo caminho

As primeiras otimizações resolvem problemas evidentes. Depois disso, SEO passa a depender cada vez mais do comportamento real do projeto.

Algumas páginas começam a ganhar impressões. Outras permanecem praticamente invisíveis. Novas consultas aparecem no Search Console, concorrentes publicam conteúdos melhores, serviços mudam e oportunidades que não existiam no lançamento começam a surgir.

É aí que entram atualização de páginas, novos conteúdos, melhorias técnicas, fortalecimento da linkagem interna e construção de autoridade. Para empresas que trabalham o site continuamente, SEO deixa de ser uma configuração inicial e passa a funcionar como um processo de análise e evolução.

Backlinks podem fazer parte desse crescimento, mas quantidade isolada diz pouco. O antigo conteúdo da Webby sobre guest posts e backlinks apresenta os conceitos, enquanto uma análise mais recente explica se backlinks ainda funcionam e como essa discussão evoluiu.

Atualização de conteúdo merece o mesmo cuidado. O Google não precisa que você altere uma página toda semana apenas para fazê-la parecer recente. Faz sentido atualizar quando a informação envelheceu, o mercado mudou, surgiram novas dúvidas, faltou profundidade ou os dados mostram que a página pode responder melhor à intenção de busca. Um site abandonado por anos também pode criar problemas muito além do SEO, como explicamos ao mostrar os efeitos de um site desatualizado.

Na Webby, essa diferença também aparece entre a preparação inicial de um projeto e um trabalho contínuo de SEO para empresas. O site pode nascer tecnicamente organizado e preparado para ser encontrado, mas crescer organicamente exige observar o que acontece depois da publicação e trabalhar novas oportunidades ao longo do tempo.

Se você acabou de publicar seu site, comece pelas sete ações acima. Elas já permitem sair do campo das suposições e entender, com muito mais clareza, o que precisa ser melhorado, o que já está funcionando e onde existe espaço real para crescer.

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